domingo, 16 de março de 2014

Auto Viação Metropolitana Ltda.


Apesar da Auto Viação Metropolitana Ltda. ter sido fundada em 1928, o termo de obrigação para exploração da linha de “omnibus automóveis” só foi assinado em 19/01/1929, quando começaram a circular operando a linha Teatro Lyrico x Largo dos Leões, representada pelo Sr. Annibal Marchesini.

Esta linha obedeceria ao seguinte itinerário: Teatro Lyrico, Rua Senador Dantas, Rua Luiz de Vasconcellos, Av. Beira-Mar, Av. Oswaldo Cruz, Av. Beira-Mar, Rua Voluntários da Pátria, Rua Humaytá e Largo dos Leões, obedecendo na volta os mesmos logradouros até a Rua Luiz de Vasconcellos, Rua do Passeio, Praça Floriano, Rua Treze de Maio e Teatro Lyrico. Estava dividida em duas seções: do Teatro Lyrico ao Pavilhão Mourisco, R$ 400 (quatrocentos réis) e do Pavilhão Mourisco até o Largo dos Leões, R$ 200 (duzentos réis).

(Jornal do Brasil, 30/12/1928)

(Jornal do Brasil, 19/01/1929)

Em 30 de agosto de 1929, novo termo aditivo é assinado, para exploração da linha Rio Comprido x Igrejinha, obedecendo ao itinerário: Rua da Estrella, Largo do Rio Comprido; Av. Paulo de Frontin, Rua Haddock Lobo, Rua Machado Coelho, Rua Visconde de Itaúna, Praça da República, Rua Marechal Floriano, Rua Visconde de Inhaúma, Av. Rio Branco, Av. Beira-Mar, Av. Oswaldo Cruz, Av. Beira-Mar, Av. Pasteur, Av. Wenceslau Braz, Praça Juliano Moreira, Rua do Túnel, Rua Salvador Corrêa, Av. Atlântica e Forte de Copacabana. A volta era pelo mesmo itinerário, passando pela Rua Senador Eusébio ao invés de Visconde de Itaúna.

Tinha as seguintes seções: da Rua da Estrella à Rua Machado Coelho, R$ 200 (duzentos réis), da Rua Machado Coelho à Rua Camerino, R$ 200 (duzentos réis), da Rua Camerino ao Palácio Monroe, R$ 200 (duzentos réis), do Palácio Monroe ao Pavilhão Mourisco, R$ 400 (quatrocentos réis), do Pavilhão Mourisco à Rua Barroso, R$ 400 (quatrocentos réis) e da Rua Barroso ao Forte de Copacabana, R$ 200 (duzentos réis).

(Jornal do Brasil, 20/09/1929)

Sua garagem era na Rua Uruguay, 106, entre ruas Barão de Mesquita e Maxwell, no Andaraí, conforme recorte abaixo.

(Jornal do Brasil, 04/12/1930)

Não conseguimos nenhum documento mostrando a carta de concessão para a Metropolitana explorar a linha Pavilhão Mourisco x Leopoldina, mas pelos recortes a seguir podemos comprovar sua existência já em abril de 1935. A partir de outubro de 1937, a linha recebeu o número 14.

(A Noite, 01/04/1935)

(Jornal do Brasil, 02/04/1935)

Essa linha foi posteriormente dividida em duas outras, Clube Naval x Mourisco e Castelo x Leopoldina. A primeira linha já existia, explorada pela Excelsior e passou a ser explorada pela Metropolitana, ambas pelo mesmo itinerário já existente.

A segunda fazia o seguinte itinerário: Rua Araújo Porto Alegre, Av. Rio Branco, Av. Marechal Floriano, Praça da República, Mangue e Leopoldina. Tinha duas seções, Castelo à Rua Camerino, R$ 200 (duzentos réis) e Castelo à Leopoldina, R$ 400 (quatrocentos réis).

(Jornal do Brasil, 13/06/1936)

Entretanto, o próximo recorte, de 1938, mostra o retorno da linha original, Pavilhão Mourisco x Leopoldina, operada pela própria Metropolitana.

(Jornal do Brasil, 09/08/1938)

Não temos nenhuma informação sobre quando a empresa deixou de operar, mas sabemos que sua linha posteriormente foi operada pela Viação Estrella do Norte.

[Pesquisa de Eduardo Cunha e Claudio Falcão]

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