Iniciando nossa
pesquisa, verificamos que a Viação Inhaúma foi fundada a 22 de junho de 1933, e
mantinha sua garagem à Avenida Suburbana, nº 1.961, perto da Rua Ten. Abel da
Cunha – Maria da Graça (1).
Já a edição do ‘Jornal
do Brasil’ de 21 de outubro de 1933 publicava um edital da Inspetoria de
Concessões da PDF, convidando o Sr. Joaquim Moreira da Silva a comparecer
àquela repartição, “dentro de cinco dias”, a fim de assinar o termo inicial de
obrigação de sua empresa, a Viação Inhaúma (2).
Somente a 07 de
dezembro de 1933, Joaquim Moreira da Silva, proprietário e razão social da
Viação Inhaúma, assinava, junto à Inspetoria de Concessões da PDF, o mencionado
termo, comprometendo-se a estabelecer um serviço de transporte de passageiros,
através da linha de ônibus Estação de Cascadura x Estação de Ramos.
A sede da
empresa era à Praça Botafogo, nº 20-A – Inhaúma.
Itinerário da
linha: Estação de Cascadura, Av. Suburbana, Rua dos Cardosos, Estação de
Cavalcanti, Rua Maria Passos, Rua Silva Valle, Estação de Engenho do Mato, Av.
Rio-Petrópolis, Inhaúma, Caminho da Freguesia, Estrada de Itararé, Rua Quatro
de Novembro, Estação de Ramos, e vice-versa.
Suas seções:
Estação de Cascadura à Estação de Cavalcanti, $200 (duzentos réis); Estação de
Cavalcanti à Estação de Engenho do Mato, $200 (duzentos réis); Estação de
Engenho do Mato a Inhaúma, $200 (duzentos réis); Inhaúma à Rua Clapp Filho,
$200 (duzentos réis) e Rua Clapp Filho à Estação de Ramos, $200 (duzentos réis)
(3).
No entanto, pelo
recorte a seguir, verificamos que antes mesmo da assinatura do ‘termo inicial’,
os veículos da empresa já estavam circulando e, como podemos averiguar, em alta
velocidade.
| (Diário Carioca, 07/12/1933) |
Um ano se passa,
e as reclamações contra o excesso de velocidade dos carros da Viação Inhaúma
continuavam. Leiam o recorte adiante, onde se pode observar que era mantido o
trajeto da linha contratada em dezembro de 1933: Ramos x Cascadura.
| (A Noite, 11/12/1934) |
E a situação se
agravava, como se verifica pela notícia do mesmo periódico, já em janeiro de
1935, dando conta de que ônibus da Viação Inhaúma e da Viação Santos Dumont
“apostavam corrida”, o que acabou por gerar um acidente.
| (A Noite, 16/01/1935) |
Foi a última notícia
sobre a empresa, por nós encontrada, após consultas a diversos jornais do Rio
de Janeiro.
Referências:
(1) – Site MILBUS.
(2) – Jornal do
Brasil, 21/10/1933.
(3) – Jornal do
Brasil, 08/12/1933.
[Pesquisa de
Claudio Falcão e Eduardo Cunha]