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sábado, 10 de maio de 2014

Auto Viação Avenida

A primeira notícia que encontramos, relativa à Auto Viação Avenida, data de 4 de julho de 1931, quando o periódico ‘O Globo’ informava a respeito de uma dispensa de funcionários da empresa, da qual era proprietário o General Waldomiro Castilho Lima.

(O Globo, 04/07/1931)

Alguns meses depois, a 21 de setembro do mesmo ano, o jornal ‘A Noite’ dava conta de que seria inaugurada no dia seguinte uma nova linha de ônibus da empresa, Escola de Belas Artes-Praça Saenz Peña, dividida nas seguintes seções: Escola de Belas Artes até Afonso Pena – 600 réis; Afonso Pena até a Praça Saenz Peña – 200 réis e Direta – 800 réis.

(A Noite, 21/09/1931)

Já a 26 de março de 1932, o mesmo ‘A Noite’ publicava uma nota em que a firma The Dunlop Pneumatic Tyre Co., credora de C. Lima & Cia. (Auto Viação Avenida), requeria a falência desta, a qual encontrava-se estabelecida à Praia de Botafogo, nº 404.

(A Noite, 26/03/1932)

Poucos dias depois, a 6 de abril, o Sr. Pedro de Freitas, como procurador de Waldomiro Castilho Lima assinava, junto à Inspetoria de Concessões da Prefeitura do então Distrito Federal, representando a Auto Viação Avenida, um termo de transferência pelo qual “cedia e transferia” ao Sr. Mário Bianchi o termo de obrigação que havia sido assinado a 30 de abril de 1931, relativo ao transporte de passageiros por meio de auto-ônibus. 

(Jornal do Brasil, 08/04/1932)

Já Mário Bianchi assinava, a 4 de maio de 1932, junto à mesma Inspetoria de Concessões, um termo aditivo, substituindo a denominação da empresa de Auto Viação Avenida para Viação Carioca, segundo nota publicada no ‘Jornal do Brasil’, de 7 de maio subsequente.

(Jornal do Brasil, 07/05/1932)

Iniciava-se aí a saga de uma das mais importantes companhias de transporte coletivo do Rio de Janeiro, o que será motivo de uma postagem específica.

[Pesquisa de Claudio Falcão e Eduardo Cunha]