domingo, 10 de maio de 2015

Viação Aurora

Em consulta ao site MILBUS, tomamos conhecimento de que a Viação Aurora foi fundada a 27 de novembro de 1933.

Em março de 1934 o Jornal do Brasil já publicava uma pequena nota a respeito de uma “petição deferida” pelo Inspetor de Concessões da PDF, relativa à Viação Aurora (1).

Já em julho daquele mesmo ano, ainda no JB, era noticiada uma “multa mantida” para um dos veículos da empresa, mostrando que a mesma já se encontrava em operação (2).

Porém somente a 20 de dezembro de 1934 era assinado pelo Sr. Waldemiro Telles de Lemos, proprietário da Viação Aurora, o termo inicial de obrigações, pelo qual comprometia-se a estabelecer a linha de “omnibus-automóveis” Cascadura x Anchieta.

Sede, oficina e garagem da empresa localizavam-se à Rua Coronel Rangel, nº 452 – Cascadura (atual Av. Ernani Cardoso).

Itinerário da linha: Ponte de Cascadura, ruas Coronel Rangel, Domingos Lopes, João Vicente e Dois de Abril, Estrada de Nazareth, até a Estação de Anchieta, e vice-versa.

Seções: Cascadura a Madureira, $200 (duzentos réis); Madureira a Bento Ribeiro, $200 (duzentos réis); Bento Ribeiro a Deodoro, $200 (duzentos réis); Deodoro a Ricardo de Albuquerque, $200 (duzentos réis) e Ricardo de Albuquerque a Anchieta, $200 (duzentos réis) (3).

Já em 14 de março de 1935, o mesmo Jornal do Brasil publicava notícia de página inteira de um grave acidente em Ricardo de Albuquerque, entre um trem (o “noturno paulista”) e um ônibus da Viação Aurora, linha Deodoro x Nilópolis (4).

Também os periódicos A Noite (13/03 e dias subsequentes), Correio da Manhã (14/03 e dias subsequentes), Diário Carioca (15/03), Diário da Noite (13 e 14/03) e Diário de Notícias (15/03) noticiaram com destaque o acidente.

(A Noite, 13/03/1935)

Através de uma pequena notificação de multa, publicada ainda no Jornal do Brasil, em junho de 1936, pudemos verificar que a Viação Aurora estava operando por aquela época com a linha Cascadura x Deodoro (5).

E as últimas referências que obtivemos sobre a empresa eram todas relativas a essa linha: Cascadura x Deodoro, como poderão ler adiante.

Linha Cascadura x Deodoro (30/12/1937, JB – reclamação quanto ao não cumprimento de horários e ao mau estado dos carros; 10/04/1938, JB – reclamação quanto ao mau estado dos carros e 18/05/1938, JB – notícia dando conta do atendimento às reclamações quanto ao mau estado dos carros: “Estão circulando agora ônibus mais amplos, de boa aparência, por certo reformados, porém dando melhor aspecto, segurança e conforto”.).

E mais não localizamos sobre o ‘destino final’ da Viação Aurora.

Referências:

(1) – Jornal do Brasil, 07/03/1934.
(2) – Jornal do Brasil, 18/07/1934.
(3) – Jornal do Brasil, 21/12/1934.
(4) – Jornal do Brasil, 14/03/1935.
(5) – Jornal do Brasil, 04/06/1936.

[Pesquisa de Claudio Falcão e Eduardo Cunha] 

domingo, 3 de maio de 2015

Viação Soberana

Em 6 de fevereiro de 1934, a firma F. B. Fernandes & Cia. Ltda., razão social da Viação Soberana, assinava junto à Prefeitura, o Termo de Obrigação Inicial, que a obrigava a instalar uma linha de ônibus entre o Méier e Bangu e tendo sua sede na Rua dos Cardosos, nº 32.

Nos dias de hoje, existe uma rua com o mesmo nome, em Sepetiba, mas não podemos afirmar ser a mesma.

O itinerário que a empresa tinha que seguir era Estação do Meyer, Rua Carolina Meyer, Rua Frederico Meyer, Rua Lucídio Lago, Rua Arquias Cordeiro, Rua José dos Reis, Rua da Abolição, Avenida Suburbana, Rua Coronel Rangel, Largo do Campinho, Estrada Rio-São Paulo, Bangu, e vice-versa.

E os preços por seções seriam: do Méier a Abolição, $200 (duzentos réis); da Abolição a Cascadura, $200 (duzentos réis); de Cascadura a Xavier Curado, $400 (quatrocentos réis); de Xavier Curado a Morgado, $200 (duzentos réis); do Morgado a Capelinha, $200 (duzentos réis); da Capelinha a Realengo, $200 (duzentos réis); e de Realengo a Bangu, $200 (duzentos réis). 

(Jornal do Brasil, 07/02/1934)

Nos próximos recortes poderemos ler citações conjuntas, onde aparecem duas empresas, a São Jorge e a Soberana, inaugurando suas linhas, bem como da inauguração, somente da Soberana.

(Diário da Noite, 07/02/1934)

(O Paiz, 08/02/1934)

(A Batalha, 08/02/1934)

E para fecharmos a longa história da empresa (...), segue o Termo Aditivo de Obrigação, sendo ela transferida para o seu novo proprietário, Américo Duarte da Cruz, o qual por incorporação adquire a concessão, linha e veículos para a Viação Vera Cruz.

Ela foi uma pequena empresa que conseguiu explorar um ótimo itinerário, que em nossa opinião foi o embrião da atual 689 – Méier x Campo Grande. Como diria o ‘Termo’, na época: “fica, pelo termo ora assignado, extincta e se incorpora, para todos os effeitos legaes, à Viação Vera Cruz, constituindo uma só empresa, com esta última denominação”.

(Jornal do Brasil, 01/05/1935)

[Pesquisa de Eduardo Cunha e Claudio Falcão]