domingo, 10 de agosto de 2014

Viação Baptista

A 18 de agosto de 1931, o Sr. Octavio Baptista de Mello assinou, junto à Inspetoria de Concessões da Prefeitura do então Distrito Federal, um Termo de Obrigação para estabelecer uma linha de auto-ônibus entre a Estação de Cascadura e o Largo da Barra, “na Tijuca” (referências: Jornal do Brasil, 25/08/1931 e site MILBUS).

Esse era o itinerário: Estação de Cascadura, Rua Coronel Rangel, Rua Cândido Benício, Largo do Tanque, Estrada da Freguesia, Porta d’Água, Estrada da Tijuca, Estrada da Barra e Largo da Barra.

A linha compreendia as seguintes seções: da Estação de Cascadura à Praça Seca, $200 (duzentos réis), da Praça Seca ao Largo do Tanque, $200 (duzentos réis), do Largo do Tanque ao Largo da Freguesia, $200 (duzentos réis), do Largo da Freguesia à Estrada da Tijuca, com o Rio das Pedras, $500 (quinhentos réis), da Estrada da Tijuca à Estrada da Barra, com Estrada das Furnas, $500 (quinhentos réis) e da Estrada da Barra ao Largo da Barra, $500 (quinhentos réis).

O nome fantasia da empresa era Viação Baptista, o que se conclui pelo recorte a seguir, onde também consta a informação da existência de outra linha da empresa, Tanque x Piabas.

(Correio da Manhã, 19/06/1932)

E a referida empresa teve sua licença cassada pelo Inspetor de concessões em abril/1933, conforme atestam as notas adiante.

(Diário da Noite, 24/04/1933)

(Diário de Notícias, 25/04/1933)


[Pesquisa de Claudio Falcão e Eduardo Cunha]

domingo, 3 de agosto de 2014

Renascença Auto Omnibus

A empresa começou a operar em 1931 e a divulgação da sua primeira linha foi feita a partir de um conclama em jornal, que infelizmente não conseguimos identificar qual periódico, mas podemos ler perfeitamente seu conteúdo: Monroe x Méier e suas respectivas seções.

(Ilustração gentilmente cedida por Marcelo Prazs e
Edegar Rios Lopes)

Ficha de alumínio da Renascença Auto Omnibus

O Termo de Obrigação, de 27 de outubro de 1931, assinado por Olga Viggiani, proprietária da empresa, se obriga a estabelecer a linha Méier x Monroe, sob o nome fantasia de Renascença Auto Omnibus.

Esta linha obedecia ao seguinte itinerário: Méier, Rua Arquias Cordeiro, canto da Carolina Méier, Praça do Engenho Novo, ruas Souza Barros, 24 de Maio, São Francisco Xavier, General Canabarro, Ibituruna, Mariz e Barros, Praça da Bandeira, Av. Lauro Müller, Av. do Mangue, Praça 11 de Junho, Rua Visconde de Itaúna, Praça da República, ruas Marechal Floriano Peixoto e Visconde de Inhaúma, Av. Rio Branco até o Monroe. O itinerário da volta era o mesmo, passando, no entanto, pela Rua Senador Eusébio, em vez de Visconde de Itaúna.

Era dividida nas seguintes seções: Méier a São Francisco Xavier, $400 (quatrocentos réis), de São Francisco Xavier à Rua Ibituruna, esquina de Mariz e Barros, $400 (quatrocentos réis), dali à Rua Camerino, $400 (quatrocentos réis) e da Rua Camerino ao Monroe, $200 (duzentos réis). Passagem direta: 1$200 (hum mil e duzentos réis) (referência: Jornal do Brasil, 31/10/1931).

Suas garagens eram na Rua Frederico Méier, nº 19, tel.: 29-6731, no Méier e Rua Barão de Mesquita, nº 153, na Tijuca.

Conforme despacho de 16 de fevereiro de 1937, é apresentada a nova razão social da empresa, Renascença Auto Omnibus Ltda., com propriedade de Olga Viggiani e Achilles Junqueira.

(Correio da Manhã, 26/02/1937)

O Termo de Prorrogação e de Transferência de Autorização corrobora duas afirmativas anteriores, a da primeira autorização para estabelecimento da linha em 1931 e a troca de razão social e sócios proprietários.

Confirma também a nova localização da sua garagem, agora na Rua Barão de Mesquita, nº 339, na Tijuca.

(Jornal do Brasil, 07/04/1937)

A notícia a seguir afirma a existência da linha Méier x Monroe e da empresa, apesar do nome citado equivocadamente como “Renascença Auto-União”.

(Diário da Noite, 28/10/1938)

Em 1944, a empresa injeta verba na aquisição de quatro novos ônibus a óleo diesel, para aumentar e melhorar a frota para atendimento dos seus adeptos passageiros.

(Correio da Manhã, 16/07/1944)

A seguir documentos, na ordem, da solicitação da impetração da concordata, do deferimento do pedido da concordata e da nomeação de um comissário para a concordata, a firma Manuel de Carvalho & Cia.

Nesses documentos podemos observar que a empresa agora tinha sua sede na Rua Frederico Meyer, nº 19, no Méier, e devido à nova ortografia da língua portuguesa, chamava-se Renascença Auto Ônibus Ltda.

(Correio da Manhã, 12/04/1947)

(Correio da Manhã, 17/04/1947)

(Correio da Manhã, 24/05/1947)

Em 1934 e 1935, a linha Méier x Monroe, recebeu o número 17, posteriormente alterada para 32, operada até 1946. Nesse período todo, a linha foi dividida com a Viação Excelsior.

Conforme edital 21, da Diretoria de Utilidades dos Serviços Públicos, DOU/DF de 22/01/1938, foi criada a linha 86, Largo de Santa Rita x Méier, como auxiliar da linha 32, operada por ambas as empresas citadas acima (informação cedida pelo pesquisador Antônio Sérgio).

A partir de 1946 até 1947, ela operou a linha S-1, Méier x Marechal Hermes, em conjunto com a Viação Suburbana (referência: site MILBUS), conforme imagem de um dos seus veículos, a seguir. Posteriormente não obtivemos mais nenhuma informação da empresa.

Linha S-1 - Méier x Marechal Hermes (Renascença Auto Ônibus)

[Pesquisa de Eduardo Cunha e Claudio Falcão